Quando se fala em adequação à LGPD, muitas empresas focam na obtenção de consentimento, na elaboração de contratos e políticas de privacidade. Obviamente, esses pontos são fundamentais, mas deixam de lado um aspecto essencial: a gestão de dados.
Isso porque não adianta ter documentos bem elaborados se não houver um controle claro sobre onde as informações estão armazenadas, quem tem acesso a elas e como são protegidas.
Nesse sentido, a LGPD exige que os dados sejam tratados com segurança e transparência. Um exemplo disso é o artigo 6º, que determina que o tratamento deve seguir princípios como finalidade, necessidade e proteção, exigindo que medidas técnicas e administrativas sejam aplicadas para evitar vazamentos e acessos indevidos.
Sem uma gestão estruturada e um sistema robusto, esses princípios correm o risco de se tornar apenas diretrizes teóricas, sem aplicação prática.
Mais do que um requisito legal, a gestão eficiente dos dados deve ser uma prioridade. Quando negligenciada, expõe as empresas a riscos jurídicos e sanções, além de comprometer sua confiabilidade e reputação.